London, UK
Olá, terráqueos!

Após duas semanas vivendo em um universo diferente, a mais de 10 mil quilômetros de distância de casa, resolvi preparar um café, sentar e começar a escrever sobre essa experiência. Minha primeira parada na Velha Europa foi a Grã-Bretanha. Posso dizer que por eu ser brasileira, o choque cultural foi grande. Estou acostumada com pessoas falando alto ao meu redor, na rua, no ônibus, em qualquer lugar. Brasileiros sabem ser barulhentos! Então, ao entrar em um trem lotado e não ouvir uma única pessoa falando, é impossível não se impressionar! E eu estou falando de silêncio absoluto, daqueles que você consegue ouvir o barulho da folha de jornal sendo virada, ou a respiração da pessoa que está do seu lado (estou falando sério!!). 

"Out of Order", de David Mach. Kingston upon Thames, UK

Outro aspecto que me chamou a atenção no metrô é como as pessoas se organizam na escada rolante. Parece haver um consenso de que se você não está com pressa, você fica no lado direito na escada rolante, deixando o lado esquerdo livre para quem quiser subir as escadas caminhando. Eu tive o azar de pegar o metrô na hora do rush e sem querer peguei segui o fluxo de pessoas que estavam indo pelo lado esquerdo da escada rolante. Eu não estava com pressa, mas tive que subir a escada rolante quase correndo pra não ser atropelada pela multidão de pessoas que vinham atrás de mim! Foi ao mesmo tempo hilário e desesperador! Apesar desse sufoco, fiquei impressionada com a eficiência do transporte público em Londres e a forma como as pessoas são prestativas e educadas. Sempre que precisei, as pessoas explicaram tudo com muita calma. Ah, e preciso dizer: sim, o clima é horrível. Tive sorte de não pegar chuva no primeiro dia, mas o sol esteve o tempo todo atrás das nuvens e no segundo dia choveu o tempo todo. E também: sim, tudo é muito muito caro naquela ilha!

The London Eye. London, UK

Feitos os comentários sobre o povo britânico e o clima chuvoso, vamos às atrações turísticas! Tive apenas dois dias nessa primeira passada pela terra da rainha, então no primeiro dia apenas passei por Kingston. É um ótimo lugar para compras, onde você encontra a maioria das grandes lojas, com muito mais tranquilidade que o centro de Londres. 

Palace of Westminster. London, UK

No segundo dia fiz um tour pelos principais pontos no centro de Londres. Começando pela London Eye, que é incrivelmente enorme (nenhuma foto consegue expressar o quão grande essa roda gigante é na realidade). Há poucos metros dali, passei pelo Palácio de Westminster, onde fica o famoso sino Big Ben. Atrás do palácio se encontra a Abadia de Westminster, onde estão os túmulos de membros da realeza e grandes nomes dos meios científico e cultural britânicos. 

Westminster Abbey. London, UK

Também não podia deixar de visitar o Palácio de Buckingham, onde por pura sorte assisti parte da cerimônia de troca da guarda, e, por mais sorte ainda, ver o príncipe William saindo do palácio (foi engraçado ouvir o “ohhhhhh” dos turistas ao ver o príncipe sorrindo e abanando pela janela do carro). Além disso, fiquei encantada ao ver esquilos pela primeira vez, ao passar pelo parque Saint James.

Buckingham Palace. London, UK

Também visitei a estação de trem Kings Cross – parada obrigatória para fãs da série Harry Potter (foi incrivelmente mágica a sensação de estar dentro do universo que amo tanto que tenho tatuado no corpo!). E por fim, não podia deixar de experimentar um Fish ‘n’ Chips em um pub acolhedor. Certamente há muito mais para se ver na Grã-Bretanha, mas isso fica para fevereiro!

Kings Cross Railway Station. London, UK 


Florianópolis, Brasil
Oi galeras! 

Faltam apenas 2 dias para eu mudar de cidade. Deixarei Erechim para viver provisoriamente em Caxias do Sul, minha terra natal (provisoriamente porque não faço ideia do que vou fazer depois que voltar da Europa). Vivi nesta cidade por quase 6 anos (toda a minha “vida adulta”) e neste tempo todo acumulei amizades, experiências e coisas... muitas coisas! Tenho passado os últimos dias empacotando tudo o que tenho, decidindo com o que vou ficar, o que vou doar e o que será jogado no lixo. Este exercício, por vezes exaustivo, tem me dado muito para pensar. A principal questão na minha mente neste momento é “Por que eu tenho tudo isso?”. Ainda não encontrei a resposta, por isso decidi escrever para organizar meus pensamentos e aproveitar para convidar vocês para refletirem comigo. 

Muitas das coisas que guardamos têm um significado funcional. Nós precisamos delas em tarefas corriqueiras. Se elas têm utilidade... okay, tudo bem mantê-las. Outra parte das coisas que guardamos apresenta um significado emocional. São objetos, cartas, qualquer coisa que nos remete à lembrança de alguém, algum momento ou algum lugar pelos quais temos um carinho especial. Se estas lembranças lhe causam sentimentos bons e te ajudam a lembram quem você é, qual a sua essência... okay, tudo bem mantê-las. No entanto, existe um terceiro grupo de coisas que são completamente inúteis, que você guarda simplesmente porque acha que poderá ter alguma utilidade no futuro (mas, na verdade, nunca mais irá usar). São estas coisas que têm me dado o que pensar, e aposto que, assim como eu, você tem um monte dessas coisas na sua casa. 

Essa experiência de selecionar as coisas inúteis me lembrou de uma fala* do ex-presidente do Uruguai, José Mujica (assista ao vídeo acima). Citando suas sábias palavras: 
Quando eu compro algo, ou tu, não se compra com dinheiro. Se compra com o tempo de vida que tivemos que gastar para ter esse dinheiro. Mas com essa diferença: a única coisa que não se pode comprar é a vida. A vida se gasta. E é lamentável desperdiçar a vida para perder a liberdade. 


* O vídeo faz parte do filme "Human" de Yann Arthus-Bertrand, que passou três anos coletando histórias reais de 2.000 homens e mulheres em 60 países. Assista a entrevista de Mujica completa aqui. Eu também recomendo assistir o filme (aqui).

Chego, então, a uma conclusão: sei que eu não posso recuperar toda a vida que gastei até agora para comprar coisas inúteis, mas posso economizá-la a partir de agora e somente gastá-la com coisas que realmente valham à pena. 

Um último pensamento: não precisamos de coisas para ser feliz. Nossa felicidade está nas pessoas que nos rodeiam, ou em nós mesmos, e nos momentos mais simples que vivenciamos, mas raramente notamos porque estamos demasiado preocupados em gastar a vida para comprar coisas inúteis. Posso dizer que sou muito mais feliz depois de descobrir isso, desde que comecei a vender muitas das minhas coisas (uma forma de pedir reembolso da vida que gastei, talvez?) para realizar um sonho: estou indo explorar o desconhecido, atravessar o oceano assim como fez meu grande herói Charles Darwin (só que no caminho contrário), e sinto uma liberdade indescritível no peito quando paro para pensar que este é apenas o primeiro passo, apenas a primeira aventura.
Hello World, Olá Mundo, Hallo Welt!

Vocês sabem o que é um Aha-Moment? Eu já escrevi sobre um deles no meu último post, você pode lê-lo aqui. É uma expressão alemã para um momento em sua vida em que você entende de repente, do nada, coisas em sua vida, significados ou valores mais elevados que você não tenha percebido antes. Eu quero escrever sobre um dos Aha-Moment mais bonitos e importantes da minha vida.

8 da manhã, 6 de fevereiro de 2013, Hamburgo, Alemanha. Era um daqueles típicos dias feios e frios de fevereiro no inverno do norte da Alemanha. Fazia cerca de zero grau Celsius e uma mistura suja de chuva e neve. Normalmente, este tempo aumenta um pouco melancolia em mim. Não neste dia. Meu irmão e eu estávamos prestes a começar a nossa primeira aventura. Em algumas horas, nosso avião partiria para Miami, Florida. Vocês devem saber que eu tenho uma relação profunda e pessoal com aquela cidade hedonista e ensolarada lá embaixo no último pedaço continantal dos EUA. Nove meses antes de eu nascer, minha mãe e meu pai passaram um tempo lá. Então, eu sou de alguma forma um "Miamense". Esta deve ser a razão pela qual eu tenho o sol e o amor pelo estilo de vida hedonista em minhas veias. Além disso, Miami é uma cidade de enorme diversidade étnica. Ao menos desde que imigrantes cubanos e outros latino-americanos correram para lá nos anos 80, Miami tornou-se uma fantástica mistura cultural latino-americana, europeia e norte-americana. Se você nunca esteve em Miami, e se você é um amante de calor, do clima tropical, da vida de praia, de pessoas excêntricas, de diversas culturas ou se você apenas um hedonista amante da vida - você vai amar este lugar assim como eu. De alguma forma eu adoro esta cidade. Mas isso é outra história.

Miami, Florida

Então, neste dia sujo de inverno deveria ser o dia da primeira grande aventura minha e do meu irmão juntos. Miami seria o nosso primeiro destino até que mais tarde passamos a British Columbia, Canadá. Depois de 7 horas de atraso do voo por causa de condições de neve em Düsseldorf, na Alemanha, descolagem do aeroporto para um voo de 9 horas, e finalmente desembarcamos na quente e ensolarada Miami. Eu nunca vou esquecer o sorriso no meu rosto quando vi os trabalhadores do aeroporto bronzeados, apenas vestindo camisetas, e a primeira palmeira.

Do Aeroporto MIA, pegamos um táxi para o nosso albergue em Miami Beach. Era tarde da noite, mas as ruas estavam cheias de pessoas legais e excêntricas. Nós chegamos ao albergue e a primeira coisa que nos disseram foi que a pousada estava cheia, mas eles poderiam nos oferecer um apartamento há algumas quadras em South Beach. Pelo mesmo preço. Wow.

Então, tomamos um táxi para o "nosso" próprio apartamento em South Beach, com vista para o horizonte do centro de Miami. Se você tem um amor especial por uma coisa por toda a sua vida, a sua banda favorita, por exemplo, ou seu clube de futebol favorito, e a cada dia você os vê na TV ou no YouTube e você sabe tudo sobre eles, mas até então você nunca os viu. Então agora você sabe o que eu sinto pela cidade de Miami e seu povo. E esta noite pela primeira vez estive nesta cidade na vida real. Em um grande apartamento com vista para o horizonte da cidade. O calor tropical da noite. A sensação que tive é impossível de descrever.

Depois de uma semana inteira de dias de sol na água azul-turquesa e noites de festa, deixamos Miami para algo completamente diferente: a vasta natureza da British Columbia no Canadá. Apesar desta não ser a minha última vez em Miami, senti tristeza em deixar a cidade. Mas, hey, algo completamente novo estava por vir. E não há nada que eu ame mais do que explorar o desconhecido.

14 de fevereiro, Vancouver, BC, Canadá. Após o intenso calor de Miami, os ventos frios do Pacífico nos atingiram duramente. Vancouver é linda, mas estava chuvosa aquela noite. Eu não quero escrever muito sobre a nossa estadia em Vancouver, esta é outra história, então eu continuo 6 dias depois.

Meu irmão e eu pegamos um ônibus Greyhound para Osoyoos, BC. Nós só queríamos deixar a grande e barulhenta cidade de Vancouver. Nosso objetivo era ver a real natureza selvagem canadense. Se você viveu toda a sua vida em uma cidade grande, você deve saber o sentimento de "quero sair dessa cidade barulhenta de vida corrida". Isso foi o que nós sentimos.

Devido a algumas coincidências agradáveis fizemos contato com uma agradável família de agricultores, alguns dias antes. Eles são proprietários de uma vinícola orgânica perto de Osoyoos, localizada ao lado do Okanagan Desert Valley, ao lado de uma reserva indígena, nomeada como as montanhas que cercam a fazenda que se parecem com uma senhora dormindo. Então, depois de 9 horas de ônibus pelo sul da bela BC, perto da fronteira dos Estados Unidos, chegamos a Osoyoos. O proprietário da fazenda, Craig, um agricultor maravilhoso e sábio, nos buscou e nos levou para sua fazenda. Foi um dos mais belos cenários que eu vi até agora. A fazenda, que consiste de duas casas principais e algumas cabines menores, é rodeada por montanhas e chega a um rio selvagem no final do vinhedo.

Este seria o início de uma experiência que mudou minha vida e o primeiro passo para um enorme Aha-Moment...

Osoyoos, CanadaRe
Guaporé, Brasil
Oi pessoas! 

Ao parar para pensar qual seria o assunto do meu primeiro post para o blog, tinha certeza de que deveria ser sobre pegar a estrada. Recentemente fiz uma última viagem de moto, antes de vendê-la, e a sensação de liberdade ainda está fresca em minha memória. Pegar a estrada de moto é uma experiência pela qual todo amante de viagens deveria vivenciar. 

Já nos primeiros quilômetros, você sente como se todas as amarras que te prendem se estourassem. Você toma consciência do seu corpo, porque depende dele para guiar a motocicleta. Depois de um tempo seus movimentos passam a ser inconscientes e você sente como se você e a máquina fossem um só. O barulho constante do motor e do vento, de alguma forma, silencia qualquer outro som. Então você está voando na estrada sozinho e em silêncio, só você e sua mente. É realmente algo difícil de explicar, você precisa vivenciar isso para entender. Se a viagem é longa você tem muito tempo para refletir, e surgem pensamentos profundos e libertadores. Entremeados aos momentos de reflexão, estão os momentos de profunda admiração pela natureza. Não há nada entre você e o mundo, nenhuma janela, nada de metal, nada de vidro. Você percebe tudo ao redor. Paisagens incríveis parecem ainda mais de tirar o fôlego. Apesar de estar em uma máquina feita por humanos, em uma estrada feita por humanos, você se sente o sol na pele e parece que você faz parte de tudo aquilo, como uma conexão profunda com toda a natureza que passa rapidamente ao seu redor. 

Além de tudo isso ainda há o bônus da adrenalina - não se preocupa, mãe, eu sempre tomei cuidado :D Mas em alguns momentos você quer ver o quão rápido você consegue ir. A explosão de adrenalina dentro do seu corpo faz você se sentir mais vivo do que nunca, e livre, como se fosse capaz de fazer qualquer coisa naquele momento. É engraçado como o cérebro processa as informações quando você e o mundo estão em velocidades diferentes. Certa vez eu estava em uma estrada muito bonita, com muitos plátanos ao lado dela. O sol estava apontando na diagonal, se encaminhando para desaparecer no horizonte. Distante a minha frente eu vi uma folha de plátano cair, ela desceu planando lentamente de um lado para o outro. Meus olhos deram um zoom naquela folha e, talvez por estarmos em velocidades muito diferentes, algo aconteceu no meu cérebro e eu senti como se eu estivesse em uma cena dos filmes Matrix. Por alguns segundos a percepção de tempo e velocidade ficou muito confusa. Eu seria muito feliz se pudesse colar aqui um link onde vocês pudessem baixar aquela sensação :D É realmente difícil de explicar!


Termino o post com um vídeo de trechos da minha última viagem (Erechim - Guaporé - Caxias do Sul/ RS). A música não poderia ser outra! :D



Marcelino Ramos, Brasil.
Oi galeras! 

Há 65 dias, comecei a contagem regressiva para a viagem que certamente mudará minha vida e hoje faltam apenas 50 dias para entrar naquele avião. Sempre sonhei em conhecer o mundo, novas culturas, pessoas diferentes com histórias diferentes. Também sempre achei que isso não seria possível. Se você não é brasileiro, preciso dizer que as coisas não são muito fáceis por aqui: crescemos ouvindo que sair do país é algo que apenas os ricos são capazes. Se você é brasileiro, sabe do que estou falando. Cresci sonhando este sonho distante e impossível, e aqui estou eu, contando os dias para cruzar o Atlântico. O que aconteceu no meio tempo entre aquela menina sonhadora e o presente momento não é importante agora. O que importa é que o sonho impossível, no fim das contas era possível. Você só precisa querer muito e ter coragem de tentar. Onde há uma vontade, há um caminho. 

Apesar de ter ido para países vizinhos do Brasil que falam outra língua, nunca vivenciei por um longo período uma cultura totalmente diferente à minha. Então tenho certeza que esta viagem mudará, de alguma forma, minha visão do mundo, e estou animada em relação a isso. Eu diria que eu tenho um “espírito de borboleta” que precisa de alguma metamorfose de tempos em tempos para me sentir livre... Já diria o sábio Raul Seixas:
“eu prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. 
Desde que eu vim para minha cidade atual (uma cidade pequena, no interior do estado do Rio Grande do Sul, onde muitas pessoas vivem e julgam pela aparência) tenho me sentido como se estivesse presa dentro de um casulo. Um casulo colorido, diferente da maioria dos casulos deste lugar, mas, ainda assim, apenas um casulo. Mas agora sinto que é hora de sair, esticar as asas e voar para longe. Utilizando a palavra alemã intraduzível (como a maioria das palavras alemãs! haha), tenho muito Vorfreude* sobre tudo isso e me sinto grata por ter um ser caótico com quem dividir essa experiência, e também por poder compartilhar tudo com vocês. 

*leia sobre o significado desta palavra no post "Ignição da Simbiose"

Eu deixo aqui uma música que expressa estes sentimentos que eu sinto no momento. Vocês podem conferir a tradução para o inglês clicando aqui.





Hamburg, Alemanha



Olá Mundo!

Aqui estamos. E lá vamos nós.

Anos atrás, aos 17 anos, dei meu primeiro passo dentro de um avião. Naquele momento eu soube o que eu queria fazer da minha vida. Eu não queria ser advogado, nunca quis me tornar um homem de negócios de sucesso ou ser um ator famoso. Eu estava 100% certo de que eu queria ver o mundo inteiro e conhecer pessoas brilhantes e interessantes de cidades ou regiões que eu nunca ouvira falar. A simples ideia de ter férias uma vez ao ano e ficar por duas semanas em um hotel em algum lugar em Cancun, Flórida ou Espanha era assustadora e repulsiva para mim. Eu sempre tive um intenso desejo por liberdade, e eu queria compreender a coisa toda. Estou tentado a compreender as maiores coerências no nosso mundo. Acho que todo mundo no fundo sente isso, e o impulso de explorar o desconhecido está em todos nós. Mas nós fomos treinados a esconder isso, temos medo de que podemos encontrar situações não seguras no desconhecido. Eu também tive isso, e precisei de alguns anos para quebrar este pensamento negativo sobre o que pode acontecer, agora sei que ele não era necessário. Apenas faça. Concluo esta primeira parte com uma citação famosa, e minha favorita, do gênio Mark Twain:
“Daqui a vinte anos, você estará mais arrependido pelas coisas que você não fez do que pelas coisas que você fez. Então desate as amarras. Navegue para longe do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.”
Isso, na verdade, é tão simples. Mas no fim é exatamente o que todos nós queremos. E devido a incríveis coincidências, encontrei alguém que pensa, sente e vive como eu. Juntos, vamos tornar nossos sonhos realidade. Nosso objetivo é compartilhar com o mundo nossas aventuras ao redor do globo, pensamentos, sentimentos e experiências de viagens. Quando nos encontramos, nós instantaneamente soubemos que estamos em um tipo de Simbiose. Por sermos ambos biólogos, ou especificamente um estudante de biologia e outra prestes a concluir o mestrado, nós decidimos dar ao nosso blog o nome “Simbiose nômade”. Nós somos como uma simbiose. E nosso foco será não somente sobre viagem, mas também dar uma ideia sobre alguns dos nossos pensamentos ou visões sobre o mundo. Devido a ambos sermos admiradores apaixonados da natureza e dos animais, nós também daremos enfoque a tópicos sobre vida selvagem e meio ambiente, apesar de este não ser um blog com intenções de salvar o planeta. Nós só queremos compartilhar momentos, pensamentos e imagens bonitos, divertidos e únicos enquanto fazemos isso. 

Por fim, eu quero compartilhar um sentimento com uma expressão vinda de minha língua nativa, o alemão: Vorfreude. O significado de “Vorfreude” é um momento cheio de felicidade e prazer pelas coisas que virão a acontecer no futuro. Nós sentimos Vorfreude. Vorfreude sobre este blog, sobre as aventuras que vamos viver juntos e sobre compartilhar nossas experiências com vocês.